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“Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure.”
De como uma semana pode mudar sua vida:
- olhe e cumprimente às pessoas que descem consigo no elevador;
- abra as janelas da quarto e deixe o ar das possibilidades entrar;
- aceite o convite;
- ouça a Amy Winehouse e a Adele;
- preocupe-se menos – a não ser com os aspectos práticos das idéias;
- não pense demais;
- reconheça aquilo que lhe ensina o vento;
- sinta as mãos na sua pele, o gosto da boca, o peso do corpo;
- aprecie o vinho, a comida, a conversa fiada;
- não planeje;
- aprenda novas expressões e novas posições;
- observe o sono;
- sonhe e acorde;
- exija o que merece.
Novo paradigma estabelecido: “Põe quanto és/ No mínimo que fazes./ Assim em cada lago a lua toda/ Brilha, porque alta vive”.
“Eu sei que fico./ Mas o meu sonho irá Levado pelo vento, pelas nuvens, pelas asas./ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá…/ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá/ Nos frutos, nos colares/ E nas fotografias da terra,/ Comprados por turistas estrangeiros/ Felizes e sorridentes./ Eu sei que fico/ mas o meu sonho irá…/ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá/ Metido na garrafa bem rolhada/ Que um dia hei de atirar ao mar./ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá…/ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá/ Nos veleiros que desenho na parede.” – “Canção dos rapazes da ilha”, de Aguinaldo Fonseca.
Que Deus me permita viver o suficiente para que, um dia, eu possa lhe ver de novo.
“Sabe o que é um coração/ Amar ao máximo de seu sangue?/ Bater até o auge de seu baticum?/ Não, você não sabe de jeito nenhum./ Agora chega./ Reforma no meu peito!/ Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas/ Aproximem-se!/ Rolos, rolas, tinta, tijolo/ Comecem a obra!/ Por favor, mestre de horas/ Tempo, meu fiel carpinteiro/ Comece você primeiro passando verniz nos móveis e vamos tudo de novo/ do novo começo./Iansã, oxum, afrodite, vênus e nossa senhora/ Apertem os cintos/ Adeus ao sinto muito do meu jeito/ Pitos ventres pernas/ Aticem as velas/ Que lá vou de novo na solteirice/ Exposta ao mar da mulatice/ À honra das novas uniões/ Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas/ Protejam as beiras/ Lustrem as superfícies/ Aspirem os tapetes/ Vai começar o banquete/ De amar de novo/ Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões/ Façam todos suas inscrições./ Sim. vestirei vermelho carmim escarlate/ O homem que hoje me amar/ Encontrará outro lá dentro./ Pois que o mate.” – “Safena”, Elisa Lucinda.
Ou pelo menos tente ser igual.
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