as canções de f.


Pílulas inglesas
Setembro 2, 2008, 2:27 pm
Arquivado em: Das presenças, Pílulas

“Que não seja imortal, posto que é chama/ Mas que seja infinito enquanto dure.”

De como uma semana pode mudar sua vida:

  • olhe e cumprimente às pessoas que descem consigo no elevador;
  • abra as janelas da quarto e deixe o ar das possibilidades entrar;
  • aceite o convite;
  • ouça a Amy Winehouse e a Adele;
  • preocupe-se menos – a não ser com os aspectos práticos das idéias;
  • não pense demais;
  • reconheça aquilo que lhe ensina o vento;
  • sinta as mãos na sua pele, o gosto da boca, o peso do corpo;
  • aprecie o vinho, a comida, a conversa fiada;
  • não planeje;
  • aprenda novas expressões e novas posições;
  • observe o sono;
  • sonhe e acorde;
  • exija o que merece.

Novo paradigma estabelecido: “Põe quanto és/ No mínimo que fazes./ Assim em cada lago a lua toda/ Brilha, porque alta vive”.

“Eu sei que fico./ Mas o meu sonho irá Levado pelo vento, pelas nuvens, pelas asas./ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá…/ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá/ Nos frutos, nos colares/ E nas fotografias da terra,/ Comprados por turistas estrangeiros/ Felizes e sorridentes./ Eu sei que fico/ mas o meu sonho irá…/ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá/ Metido na garrafa bem rolhada/ Que um dia hei de atirar ao mar./ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá…/ Eu sei que fico/ Mas o meu sonho irá/ Nos veleiros que desenho na parede.” – “Canção dos rapazes da ilha”, de Aguinaldo Fonseca.

Que Deus me permita viver o suficiente para que, um dia, eu possa lhe ver de novo.

“Sabe o que é um coração/ Amar ao máximo de seu sangue?/ Bater até o auge de seu baticum?/ Não, você não sabe de jeito nenhum./ Agora chega./ Reforma no meu peito!/ Pedreiros, pintores, raspadores de mágoas/ Aproximem-se!/ Rolos, rolas, tinta, tijolo/ Comecem a obra!/ Por favor, mestre de horas/ Tempo, meu fiel carpinteiro/ Comece você primeiro passando verniz nos móveis e vamos tudo de novo/ do novo começo./Iansã, oxum, afrodite, vênus e nossa senhora/ Apertem os cintos/ Adeus ao sinto muito do meu jeito/ Pitos ventres pernas/ Aticem as velas/ Que lá vou de novo na solteirice/ Exposta ao mar da mulatice/ À honra das novas uniões/ Vassouras, rodos, águas, flanelas e cercas/ Protejam as beiras/ Lustrem as superfícies/ Aspirem os tapetes/ Vai começar o banquete/ De amar de novo/ Gatos, heróis, artistas, príncipes e foliões/ Façam todos suas inscrições./ Sim. vestirei vermelho carmim escarlate/ O homem que hoje me amar/ Encontrará outro lá dentro./ Pois que o mate.” – “Safena”, Elisa Lucinda.

Ou pelo menos tente ser igual.


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