as canções de f.


É óbvio que até meus últimos fios de cabelo
Julho 22, 2008, 8:10 am
Arquivado em: Das neuroses, Das presenças, Pílulas

Estão doendo hoje. Não muito. O suficiente.

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Ontem, como tinha programado, saí do trabalho e fui a academia. Fiz minha matrícula, conheci o instrutor, alonguei-me e fui enfrentar os aparelhos de tortura.

Alguém disse – por que será que nunca me lembro muito bem quem foi? talvez para parecer meu. Mas não. Alguém certa vez disse mesmo – que academias lembram masmorras.

É, tudo bem, têm a sua analogia. Mas ontem não me senti assim.

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Estou realmente empolgado com a decisão.

Passei antes no mercado, comprei bananas e maçãs para comer após os exercícios.

Para o maior bem, maior a intenção.

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Uma olhada no espelho para avaliar o que deve ser mudado, banho, conversas no msn com Mme. Nicolielo, Tavi e muitas canções depois, fui me deitar satisfeito com a segunda-feira.

Tomei um chá de cidreira, vi um pedaço do filme do Adam Sandler na Globo e capotei.

Aliás, não tem nada melhor que a cidreira antes de dormir: é antioxidante, digestiva, calmante e sedativa.

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Um amigo meu me disse que, quando começamos a dar atenção ao poder medicinal das coisas, é porque estamos começando a enfrentar com vida a idéia de morrer um dia.

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O que é mais engraçado nessa história de regular frequências, definir novos objetivos, reavaliar os velhos, é que, por menos que note, por menos que tenha mudado, insistem em me dizer que estou diferente.

Bem, meus caros, a intenção é esta.

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É nessa hora que a mesma pergunta sobre “o que houve?”, que normalmente fazem à minha amiga Vanessa, começa também a ser destinada a mim.

Não adianta responder que nada houve. As pessoas acreditam no que querem.

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Ontem, no msn, por exemplo, alguém iniciou a conversa com a seguinte frase: “você está muito diferente…”

Respondi: “ainda bem, não?”

…no inituito óbvio de dizer: você continua igual.

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O que me fez lembrar muito de um provérbio que diz:

“como o que sabe não é tanto quanto o que não sabe, então não fale muito”.

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e também:

“quem muito procura acha o que não quer” e “quem muito quer saber ouve o que não gostaria”.

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Um pouco de ignorância faz bem.


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