Desculpem o lapso de uma semana. Eu estava em viagem pela empresa e ficou complicado para postar, especialmente pela falta de tempo.
E mesmo depois de ter voltado, fiquei com a sensação de que tinha muita coisa para escrever, porém sem muita disposição para fazê-lo. Não por preguiça. Mas sim por considerar que essas tantas situações deveriam, desta vez, ficar guardadas comigo apenas.
Estou vivendo um momento muito intenso. Trabalho, relacionamento, projetos e ajustes de tudo o que vinha fora do lugar.
É muito bom perceber a vida tomando curso e sentir que, mesmo na ilusão do controle, ela passa pelos meus dedos como água, ela entra em meus ouvidos como música, ela entra em meus olhos como arte.
É muito bonito sentir todas as possibilidades.
Poesias que andam tocando em minha vitrola:
- Joni Mitchell, em A Case of You: “I am a lonely painter / I live in a box of paints”;
- Herb Alpert, em This Guy’s in Love with You: ” When you smile I can tell we know each other very well / How can I show you I’m glad I got to know you”;
- Cat Power, em The Greatest: “Two fists of solid rock/ With brains that could explain / any feeling”;
- Paul McCartney, em How Kind of You: “In someone else’s thoughts / Someone else’s mind / Someone else as kind / As you”;
- Frank Sinatra, em It Had to Be You: “It must have been that something lovers call fate / Kept me saying: ‘I have to wait’ / I saw them all, just couldn’t fall – ’til we met / It had to be you, it had to be you”;
- Carly Simon, em This Kind of Love: “You’re the melody I never had to write down / You’re the fantasy I forgot to forget”;
- Katie Melua, em If You Were a Sailboat: “Sometimes I believe in fate, / But the chances we create, / Always seem to ring more true”;
- Robbie Williams e Nicole Kidman, em Something Stupid: “I practice every day to find some clever lines to say / To make the meaning come through / But then I think I’ll wait until the evening gets late / And I’m alone with you”.
Acho que falo demais.
O problema é que, com esse constante receio do que virá ou não com o amanhã, continuo acreditando que falar é ainda melhor do que não falar.
Acho que o assustei. Espero não ter afugentado.
É aquilo que Herberto Helder escreveu: “Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se, / levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho. / Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra, / e a fímbria do mar, e o meio do mar, / e vermelhas se volveram as asas da águia / que desceu para beber, / e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.”
E vermelho estou. Todo.
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procurando uma música…chego neste oásis.
peço licença para copiar o poema de herberto..apreciei muit o seu escrever:
É muito bonito sentir todas as possibilidades
ainda busco sentir e viver todas as possibilidades.
Comentário por MARINA TRINDAE Maio 1, 2009 @ 9:49 pmmesmo sabendo que a morte me spreita por segundo
beijinhos no coração